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Munícipe

Reunião da Comissão Municipal de Emergência e Proteção Civil e do Conselho Local de Ação Social

reuniao cmpc e clas  fev21

 

Teve lugar, no passado dia 9 de fevereiro de 2021, por videoconferência, uma reunião conjunta da Comissão Municipal de Emergência e Proteção Civil e do CLAS – Conselho Local de Ação Social, com a seguinte ordem de trabalhos:
1 – Ponto de Situação da Pandemia no Concelho de Alcanena;
2 – Vacinação;
3 – Ponto de Situação do Ensino à Distância.

 

Relativamente ao ponto 1 da ordem de trabalhos, o Coordenador Municipal da Proteção Civil, Paulo Silva, efetuou o ponto de situação da pandemia no concelho de Alcanena, com indicação do número de casos ativos, em isolamento profilático, recuperados e óbitos confirmados, até àquela data, indicando a distribuição dos casos por freguesia e referenciando também a situação do surto no Lar do Centro de Bem Estar Social de Alcanena, assim como das corporações dos Bombeiros Municipais de Alcanena e dos Bombeiros Voluntários de Minde.

 

No que diz respeito ao ponto 2 – Vacinação, o ponto de situação foi efetuado pelo Enfermeiro Joaquim Pereira, do ACES Médio Tejo, que explicou em que moldes iria funcionar o processo de vacinação à população em geral e quais os critérios a respeitar. Joaquim Pereira informou, ainda, que todos os utentes e funcionários do Centro de Bem Estar Social de Minde tinham já recebido as duas doses da vacina, havendo apenas a registar o caso de um ou outro funcionário, que teria de ser vacinado em contexto hospitalar. Referiu também que fora já administrada a primeira dose da vacina na valência de Hospital do Centro de Bem estar Social de Alcanena, assim como na Casa de Acolhimento de Louriceira, a 30 de janeiro, estando a administração da segunda dose prevista para dia 13 de fevereiro. Relativamente aos utentes e funcionários do Lar do Centro de Bem Estar Social de Alcanena, os mesmos não poderiam ser vacinados, enquanto o surto permanecesse ativo.

 

O Enfermeiro Joaquim Pereira informou que iria ser criado, em Torres Novas (Palácio dos Desportos), um Centro de Vacinação, que iria acolher o concelho de Alcanena, iniciando-se a vacinação assim que as equipas fossem criadas. Acrescentou que as pessoas elegíveis para esta segunda fase de vacinação eram pessoas com mais de 80 anos ou com mais de 50 anos e com patologias associadas. A este respeito, a Delegada de Saúde Pública, Marina Soares, e Joaquim Pereira apelaram à atualização de dados nos Centros de Saúde, uma vez que, se os mesmos não estivessem atualizados, poderiam verificar-se atrasos no processo de vacinação, que não eram desejáveis, não sendo possível enviar mensagens/convocatórias para telefones fixos.

 

Ainda no que respeita ao processo de vacinação, a Presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Fernanda Asseiceira, afirmou que, tendo em conta que existia Centro de Saúde e equipa de enfermagem em Alcanena, não compreendia o porquê de não se providenciar a vacinação em cada concelho, acrescentando que, mesmo que a vacinação decorresse no concelho, já seria complexa a logística do transporte de utentes para o Centro de Saúde, tornando-se ainda mais complexa com a necessidade de os transportar para outro concelho. A autarca afirmou que discordava totalmente que a vacinação decorresse em Torres Novas, mostrando-se muito preocupada com esta decisão e com o facto de as convocatórias serem realizadas aleatoriamente e temendo que o transporte tivesse que ser assegurado pela Câmara Municipal e pelas Juntas de Freguesia. Reiterou ser totalmente contra esta situação, acrescentando que já tinha manifestado a sua opinião noutros fóruns. Era importante não esquecer que se tratavam de pessoas com mais de 80 anos e não de pessoas no ativo, mostrando-se indignada com a posição que estava a ser tomada. Na sua opinião, as pessoas deveriam ser vacinadas na sede de concelho, com maior proximidade, não fazendo qualquer sentido que assim não fosse.

 

No que concerne ao terceiro ponto da ordem de trabalhos – Ponto de situação no ensino à distância – a representante do Agrupamento de Escolas de Alcanena, Ana Clemente, referiu que, em parceria com a autarquia, tinha sido efetuado um acompanhamento dos alunos, desde o início da interrupção letiva, para aferir o número de alunos que necessitavam de apoio a nível das refeições, estando-se a apoiar, naquele momento, não só os alunos beneficiários dos Escalões A e B, mas também todos os alunos referenciados pelos diretores de turma, num total de 179 refeições diárias, confecionadas na Escola Secundária de Alcanena e entregues nos domicílios dos alunos. Ana Clemente acrescentou que, no Agrupamento de Escolas de Alcanena, existem duas escolas de acolhimento: a Escola Secundária de Alcanena e a EBI de Minde. Na EBI de Minde estão 6 alunos, cuja atividade dos pais se enquadra na legislação sobre as Escolas de Acolhimento. Estas duas escolas acolhem, ainda, 20 alunos, que estão abrangidos pela Educação Inclusiva, usufruindo de Medidas Adicionais, ou em relação aos quais exista o risco de abandono do Ensino à Distância, distribuídos da seguinte forma: 13 na Escola Secundária de Alcanena e 7 na EBI de Minde. Em relação a equipamento informático, a representante do Agrupamento de Escolas de Alcanena referiu que, com o apoio da Câmara Municipal, foram entregues 152 computadores, distribuídos pelos vários níveis de ensino e, de modo a colmatar outras situações, foi solicitado apoio às Juntas de Freguesia do concelho, para impressão de fichas e trabalhos para os alunos que não dispõem de qualquer meio informático, garantindo, assim, o acompanhamento das atividades escolares.

 

A terminar a reunião, a Presidente da Câmara agradeceu o esforço e a dedicação da direção e dos funcionários do Centro de Bem Estar de Alcanena, assim como de todas as entidades que, de alguma forma, contribuíram para minimizar o impacto daquele surto. A autarca lamentou os óbitos ocorridos e endereçou os pêsames às famílias e à Direção do Lar.

 

Esta reunião, presidida pela Presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Fernanda Asseiceira, contou também com as presenças dos Vereadores Luís Pires, Maria João Gomez e Hugo Santarém, do Coordenador Municipal da Proteção Civil, Paulo Silva, da Técnica do Gabinete Técnico Florestal, Alexandra Sousa, da Dirigente da Divisão de Desenvolvimento Humano e Social, Isabel Carvalho, assim como de representantes das Juntas e Uniões de Freguesia do Concelho, da GNR, do Centro Distrital da Segurança Social, do GIPS, da Delegada de Saúde Pública, do ACES Médio Tejo, da União Distrital das IPSS do Distrito de Santarém, da Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência de Santarém, do Agrupamento de Escolas de Alcanena, da Associação de Pais de Alcanena, da ADIRN/CLDS4G, dos Centros de Bem Estar Social de Alcanena e Minde, do Centro de Acolhimento de Monsanto – A Casinha, da AIJIL – Associação de Apoio Integrado a Jovens e Idosos de Louriceira, da ASSIM – Associação de Solidariedade Social Interventiva Moreirense, da ARPICA – Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Concelho de Alcanena, da Associação ABC de Alcanena, do Conselheiro Municipal para a Igualdade e dos Comandantes dos Bombeiros Municipais de Alcanena e dos Bombeiros Voluntários de Minde.