Museu Rural e Etnográfico de Espinheiro
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Uma visita ao Museu Rural e Etnográfico de Espinheiro, inaugurado a 19 de Março de 2000, constitui um excelente contacto com os trajes, objetos domésticos tradicionais e utensílios agrícolas de outros tempos. Este museu recolhe e expõe o valioso espólio armazenado ao longo dos anos por João Davide Lourenço, constituindo um precioso testemunho das tradições e do património sócio-cultural e etnográfico do Espinheiro. Organizado por grupos temáticos (a matança do porco, o vinho, os utensílios domésticos, a cozinha do campo, a carpintaria, a água, as balanças e pesos, as chaves, o fabrico de pregos, o azeite, a cerâmica, a pólvora, os cereais, as ferramentas, os serradores, a resinagem, a lavoura, o vestuário e a iluminação), os seus núcleos são, em última análise, o núcleo da vida, da história, das gentes e das florestas do Espinheiro.
A coleção divide-se por dois pisos amplos, perfazendo uma área total de cerca de 190m2 de exposição. O piso superior é também utilizado para exposições de carácter temporário.
O Museu Rural e Etnográfico de Espinheiro pode ser visitado mediante marcação na Junta de Freguesia de Espinheiro ou no Sector de Cultura da Câmara Municipal Alcanena. Os contactos a utilizar para o efeito são os seguintes:
Junta de Freguesia de Espinheiro
Telefone e Fax: 249 870 612
Sector de Cultura da CMA
Telefone: 249 889 010
Fax: 249 891 136
E-mail:
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Museu de Aguarela Roque Gameiro
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O Museu
A criação de um museu dedicado à obra de Alfredo Roque Gameiro surgiu por iniciativa de familiares e conterrâneos admiradores da obra do grande Mestre da aguarela portuguesa.

Abriu pela primeira vez ao público em Novembro de 1970 e ficou instalado provisoriamente numa parte da moradia que tinha servido de residência aos seus pais. Para o efeito, foi adaptada pelo arquitecto Martins Barata, mantendo-se esta solução provisória até 1980.
Dos esforços conjuntos do Município de Alcanena e do Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro foi possível a aquisição da “Casa dos Açores” por parte da Câmara Municipal, em 2001, para aí ser instalado o Museu de Aguarela Roque Gameiro, inaugurado a 29 de Julho de 2009, pelo Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama.

Esta casa é um exemplar notável de arquitetura e jardins do início do século XX, ligada à família do pintor, que ele próprio ajudou a desenhar, provavelmente em colaboração com o seu grande amigo, Raul Lino.

As transformações introduzidas pelo Arquiteto Martins Barata dirigiram-se aos aspetos físicos imediatos de reparação das coberturas e consolidação de aspetos estruturais, assim como a supressão de algumas paredes e divisórias.

Atualmente, o Museu apresenta o seu programa museológico, numa lógica de rotatividade das obras em exposição permanente, oferecendo ciclos expositivos temporários. Compreende ainda um espaço dedicado à prática do desenho e da aguarela, assim como um centro de documentação.
O Artista

Alfredo Roque Gameiro nasceu em Minde, a 4 de Abril de 1864, e faleceu em Lisboa, a 5 de Agosto de 1935. Era filho de Ana de Jesus e Silva e de Manuel Rey Roque Gameiro (Migança).
Iniciou a sua carreira artística como desenhador-litógrafo, nas oficinas do seu irmão Justino Guedes Roque Gameiro, onde produziu uma vasta obra como ilustrador de livros, revistas e jornais, mas foi sobretudo como pintor aguarelista que se notabilizou. A sua técnica atingiu um grande perfecionismo, o que lhe permitiu obter muitos prémios nacionais e internacionais.
Em 1884, Alfredo Roque Gameiro partiu para a Alemanha, onde se dedicou ao estudo e aprendizagem de novas técnicas, tendo regressado imbuído do seu amor às coisas portuguesas genuínas e, segundo ele próprio dizia: “reforçou em mim o furor trazido lá de fora para conhecer melhor a minha terra que, estudante na Alemanha, aprendera a amar”.
O artista era um homem apaixonado pela Natureza, de temperamento saudável, que vivia em constante admiração das maravilhas e mistérios que nos rodeiam; nunca se adaptou à vida na cidade e, por isso, em 1898, fixou residência na Amadora.
A sua figura é muito marcada pela suas origens, formação e convicções, cujo fundo tradicionalista se mostra no lema “Honra teus avós”, que tinha afixado na casa da Amadora, mais tarde na porta do seu ateliê em Campolide e, hoje, à entrada do Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro, em Minde.

Horário de Funcionamento
Inverno: terça a domingo, 10:00h – 16:00h
Verão: terça a domingo, 10:00h – 18:00h
Encerrado: 12:30h – 14:00h; segundas-feiras e feriados
Entrada: 3€
Entradas gratuitas:
Crianças até aos 10 anos (quando acompanhadas por adultos), grupos de alunos acompanhados pelos respetivos professores.
No dia 18 de Maio a entrada é gratuita para o público em geral
Actividades temporárias
Exposições temporárias, concertos comentados e outras atividades
Centro de Documentação
Especialmente vocacionado para estudantes, professores e investigadores, mediante marcação prévia.
Visitas
Todas as visitas (grupos até 10 pessoas) são orientadas (de hora a hora, com início às 10:00h).
Visitas de Grupos
Com marcação prévia.
As vistas de grupos de alunos de escolas terão lugar à quarta-feira à tarde e à quinta-feira de manhã
Loja
Aberta no horário de funcionamento do Museu
Contactos
Morada: Largo Justino Guedes | 2395 Minde
Telefone: 249 841 292 | 249 840 022
Fax: 249 840 022
E-mail:
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