União das Freguesias de Alcanena e Vila Moreira

Sítio Oficial da União de Freguesias: www.jf-alcanena-vilamoreira.pt

 

 

União das Freguesias de Alcanena e Vila Moreira


População: 5105 Habitantes.

 

Área: 15,4 Km2.

 

Atividade Económica: Indústria de curtumes, metalurgia, pequena agricultura e comércio.

 

Festas, Feiras e Romarias: Festas do 5 de Outubro (Alcanena), Nossa Senhora da Penha de França (Gouxaria – 3º fim de semana de julho), Festejos Cívicos do S. João (Vila Moreira, 24 de junho); S. João Baptista (Raposeira, 24 junho).

Mercado (quartas-feiras e sábado) – Alcanena

 

Património Cultural e Edificado:

 

Alcanena
Igreja de S. Pedro, Edifício dos Paços do Concelho, Casa Municipal da Cultura, Miradouros do Alto do Lavradio e Joaquim Ramos Vieira, Cine Teatro S. Pedro, Monumento ao Trabalhador, Jardim das Lagoas, Complexo Paroquial Jubileu 2000, Auditório Municipal, Biblioteca Municipal Dr. Carlos Nunes Ferreira, Vivenda Maria Nazareth, Fabrica de Curtumes Mota, Vivenda “Bella Portuguesa”, Capela de S. Lourenço, Capela de Nossa Senhora da Penha de França (Gouxaria) e Gruta da Marmota (Raposeira).

 

Vila Moreira
Igreja Matriz, Edifício Alves Ferreira, Jardim 25 de Julho, Fonte Moreira, Lapa da Galinha, Parque de Merendas “Olho da Maria Paula” e Depósito de Água.


Gastronomia: Migas, Cachola, Feijão com Couve, Morcela de Arroz, Iscas à Tia Violeta, Feijão com castanhas e Bolos Podres.

Artesanato: Louça pintada à mão e objetos em couro, pinturas variadas em vidro

 

Coletividades:

ARPICA – Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Concelho de Alcanena; Agrupamento 867 do Corpo Nacional de Escutas; Atlético Clube Alcanenense; Casa do Povo de Alcanena; JAC – Juventude, Amizade e Convívio; Sociedade Columbófila de Alcanena; Centro Desportivo e Cultural “Os Marítimos de Alviela” (Raposeira); Clube Bio-Ecológico Amigos da Vila Selvagem; Associação Desenvolvimento Sócio-Educativo  e Cultural ABC de Alcanena; Pedrinha Motor Clube; Núcleo de Cicloturismo de Alcanena; Associação Portuguesa dos Industriais de Curtumes (APIC); Rancho Folclórico de Gouxaria; Centro Sócio-Cultural de Gouxaria; Jubilare – Associação Cultural e Social de Alcanena; e Associação dos Dadores de Sangue do Concelho de Alcanena; Motoclube de Alcanena; Clube de Karaté Amicale de Alcanena; Elos Clube de Alcanena; APAL – Associação de Pais de Alcanena; Associação Cultural Vilamor, Centro Recreativo e Desportivo Moreirense, Associação de BTT “Galegos” de Vila Moreira e ASSIM – Associação de Solidariedade Social Interventiva Moreirense.

 

Histórico:
A União de Freguesias de Alcanena e Vila Moreira compreende a vila e a sede do Concelho, a localidade de Vila Moreira e os lugares de Gouxaria e Raposeira. Esta União de Freguesias foi constituída em outubro de 2013, em cumprimento da Lei nº 11-A/2013, que estabelece a reorganização administrativa do território das freguesias, sendo formada pelas Ex freguesias de Alcanena e Vila Moreira.

 

Na área onde se situa a Vila de Alcanena estiveram, durante cerca de 400 anos, os Árabes, que terão sido os seus fundadores e também os responsáveis pelo topónimo – Alcanena – que significa cabeça seca, própria para conter líquidos (Alcanina) segundo uns, ou lugares sombreados (al-Kinan) para outros autores.

 

A vila é, sem dúvida, um polo centralizador nos domínios económico, administrativo e sociocultural, ainda que a autarquia tenha empreendido ações de descentralização cultural, apoiando coletividades e fomentando o associativismo.

 

A vila de Alcanena é servida por modernas e funcionais infraestruturas de saúde, cultura, desporto e lazer.

 

D. Sancho atesta a presença portuguesa promovendo e desenvolvendo o povoamento de Alcanena. Em 1353, é fundada a Confraria de Alcanena.

 

A passagem dos exércitos napoleónicos deixou fortes marcas em Alcanena, bem como noutras freguesias próximas. Reflexos ficaram também das lutas liberais nesta vila, de onde saíram voluntários que combateram em dois movimentos de revolta contra o totalitário governo de Costa Cabral. A “Maria da Fonte”, que desde o norte vinha levantando o País, contou também com o apoio das gentes de Alcanena que se pôs à disposição da Junta Governativa, em Santarém.

 

Como não podia deixar de ser, dados os pergaminhos de terra defensora da liberdade e como atesta o seu slogan “Para o País a República, Para Alcanena o Concelho”, Alcanena festejou a Implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, festejos cívicos que ainda hoje se realizam.

 

Em tempos, Alcanena foi servida pelo caminho-de-ferro que localmente era conhecido por “Comboio Menino” ou “Rata Cega”, que ligava a vila a Torres Novas.

 

Implantada no coração do Concelho, a localidade de Vila Moreira foi, até 2013, aquando da sua agregação à freguesia de Alcanena, a freguesia de mais pequena área do concelho, tendo sido criada em 26 de junho de 1920, a partir da então denominada povoação de Casais Galegos, pela Lei n.º 994, publicada no Diário do Governo n.º 135, que eleva a dita povoação à categoria administrativa de Freguesia, sob a denominação de Vila Moreira.

 

Cerca do ano de 1700, foi construída a primeira casa de Maria Moleira, que casou com um galego, Andrez Rapozo, curtidor de peles, encontrando nestas paragens boas condições para o desenvolvimento da sua atividade, nomeadamente a abundância de água. Por volta de 1780, outros patrícios terão vindo para este local e, como eram galegos, deram, provavelmente, o nome de Casais Galegos à povoação.

 

Os antepassados dos habitantes de Vila Moreira optaram por esta nomenclatura talvez por associação à fonte do mesmo nome – Fonte Moreira – hoje património e ex-líbris da localidade, que é, em área, a mais pequena freguesia do concelho de Alcanena.

 

Largo António Machado Batista, n.º 6

2380-036 Alcanena

 

Rua Professora Ermelinda Carvalhão, n.º 90 R/c

2380-662 Vila Moreira

União das Freguesias de Malhou, Louriceira e Espinheiro

União das Freguesias de Malhou, Louriceira e Espinheiro


População: 1909Habitantes

 

Área: 35,5 Km2

 

Atividade Económica: A agricultura, principalmente o azeite, indústria de curtumes, cerâmica, transformação de madeiras, moagem, metalomecânica, alguma indústria ligeira, serviços, comércio, pecuária, serrações de madeira, pinho e eucalipto.

 

Festas, Feiras e Romarias: Divino Espírito Santo (Malhou,15 de gosto) e Nossa Senhora das Candeias (Chã de Cima, 3 de fevereiro), Nossa Senhora da Conceição (Louriceira, 2.º domingo de agosto), S. Vicente (Louriceira, 22 de janeiro), Festas de Natal e de Nossa Senhora da Encarnação (Espinheiro, 24 de dezembro) e Romaria de S. Brás ao Prado (Espinheiro, fevereiro).

 

Património Cultural e Edificado:

 

Malhou
A Igreja Matriz, do século XVII; o Cruzeiro, datado de 1714; a capela da Nossa Senhora das Candeias, no lugar da Chã de Cima, o seu Miradouro e os Moinhos de Vento, estando dois em bom estado de conservação, de grande importância para a etnografia e arqueologia industrial, assim como diversos fontanários por toda a freguesia.

 

Louriceira
Igreja Matriz, que se pensa ter sido edificada no século XII (1151), sendo assim umas das mais antigas da região; solar de Alviela; Arcada do Vale; Olhos de Água e Moinhos de Azenha.

 

Espinheiro
Igreja Matriz, Museu Rural e Etnográfico de Espinheiro, Fonte dos Namorados e Monumento de Homenagem aos Fundadores da Freguesia.


Artesanato: Sacos de serapilheira, cestos em vime, ráfia, feno e bunho, artigos em madeira, tapetes tipo Arraiolos, bordados e pinturas em tela, latoaria.

 

Gastronomia: Cachola, Migas, Chouriço caseiro, Pão caseiro, Arroz doce, Bolos de noiva.

 

Coletividades: Centro Cultural, Desportivo e Recreativo da Chã de Cima, Centro Cultural e Recreativo Malhouense, Associação de Caça e Pesca da Freguesia de Malhou, Casa do Povo de Malhou, Paladinos do Futuro – Associação de Pais, Clube de Karaté e Desportos de Malhou, : Centro Recreativo e Desportivo Louriceirense, Associação de Caçadores da Louriceira, AIJIL – Associação de Apoio Integrado a Jovens e Idosos de Louriceira, Casa do Povo de Espinheiro, Associação Musical e Tradições do Espinheiro e Atlético Clube Espinheirense.


Histórico:

A União de Freguesias de Malhou, Louriceira e Espinheiro compõe-se das localidades de Malhou, Chã de Cima (localizadas o extremo sul do concelho), Louriceira e Carvalheiro (desde os limites de Malhou até ao maciço de Porto de Mós) e Espinheiro (extremo sudoeste do concelho).

 

Esta União de Freguesias foi constituída em outubro de 2013, em cumprimento da Lei nº 11-A/2013, que estabelece a reorganização do território das freguesias, sendo formada pelas ex freguesias de Malhou, Louriceira e Espinheiro.

 

A ex freguesia de Malhou pertenceu ao antigo Concelho de Pernes, que foi extinto no ano de 1885, tendo passado, então, para o de Santarém e, posteriormente, para o de Alcanena, em 1914, quando este foi criado.

 

Malhou é palco de manifestações religiosas, de entre as quais se destacam as festividades em honra de Nossa Senhora das Candeias, no lugar da Chã de Cima, no mês de fevereiro e a Festa do Divino Espírito Santo, em Malhou, no mês de agosto, que desempenham um importante papel na animação da freguesia e das suas gentes.


A ex freguesia de Louriceira é uma estreita, mas comprida, faixa do território, situada ao longo do Rio Alviela, desde os limites de Malhou e Vaqueiros até ao maciço de Porto de Mós, onde se localiza o lugar de Carvalheiro, com os seus cem habitantes.

No território desta ex freguesia, localizam-se os famosos Olhos de Água, onde nasce o Rio Alviela. Nesta nascente, durante mais de cem anos, foi captada água para o abastecimento de grande parte da cidade de Lisboa, sendo a água transportada através de uma conduta que começou a ser construída a 28 de dezembro de 1871 e foi concluída quase nove anos depois, a 3 de outubro de 1880. Durante a década em que decorreram os trabalhos de construção desta conduta, a Louriceira conheceu um grande desenvolvimento comercial, devido à presença de grande quantidade de trabalhadores, necessários à realização de tão grandiosa obra.
 
Os vários aquedutos existentes nesta localidade, verdadeiras obras de arte e que constituem um interessante património arquitetónico e de arqueologia industrial, de que se salienta a Arcada do Vale, são os ex-líbris da Louriceira, aldeia muito antiga, cujas origens remontam à Idade do Bronze ou talvez a período anterior.

 

Os seus primeiros habitantes terão sobrevivido da pastorícia, da pesca e da extração de areias do Rio Alviela para abastecer uma fundição de bronze localizada no Cabeço das Figueirinhas (Quinta da Galambra), onde o investigador Vítor Gonçalves fez, há cerca de trinta anos, uma prospeção arqueológica de resultados ainda desconhecidos.

 

A origem do topónimo é o termo latino Latium – Lauritu, que significa terra dos loureiros.

 

A sua Igreja Matriz terá sido edificada no século XII (1151), o que prova ser terra antiga. Do seu passado, infelizmente, pouco se sabe, atribuindo-se frequentemente à fuga dos jesuítas, que terão levado consigo o espólio da povoação, o que justifica essa falta de documentação. Este saque terá sido completado em 1811, aquando da presença das tropas francesas na localidade.
Esta ausência de documentos históricos é suprida, em parte, pelas lendas que se contam na Louriceira sobre os factos do seu passado. Assim, conta-se que Luís Camões aqui terá nascido, na Quinta de Alviela, ou de que aqui houve uma feira anual que se realizava no dia 8 de dezembro, dia da padroeira da Louriceira, Nossa Senhora da Conceição, que, curiosamente, se realiza, atualmente, em Pernes... Ao concelho de Pernes pertenceu a Louriceira até à sua extinção, por decreto de 24 de outubro de 1855, passando, então, para o de Santarém até à criação, em 8 de maio de 1914, do concelho de Alcanena.

 

No extremo sudoeste do Concelho de Alcanena situa-se a localidade de Espinheiro, ex freguesia criada a 23 de março de 1928.

 

Se as suas primeiras notícias históricas datam do séc. XVIII, pela pena de Simão de Lemos, as suas lendas recuam até à fundação da Nacionalidade, pois, por estas florestas, teria D. Afonso Henriques recolhido a madeira que utilizou para as escadas de assalto ao Castelo de Santarém e, no sítio do Carrapato, teriam acampado as suas tropas.

 

É precisamente nas tradições de Espinheiro, mantidas e cultivadas pela sua população, que encontramos algumas das maiores riquezas culturais da aldeia. A existência, em tempos, de um rancho folclórico, agente de recolha e preservação das seculares tradições da etnografia local; um grupo de Jogo do Pau, centro das atenções na Romaria anual em louvor de S. Brás do Prado e preservador de um dos mais característicos jogos populares portugueses, com especificidades únicas e típicas no Espinheiro, são elementos fundamentais de identidade cultural e fator de orgulho e coesão da população.

 

O calendário anual dos festejos desta freguesia é enriquecido com várias manifestações populares, herdeiras também das antiquíssimas ocasiões de convivência social, de espírito pagão e religioso. Temos, nestes casos, o jogo de “Malhão do Gaio”, as Maias ou a lenda de Nossa Senhora da Encarnação e o vinho oferecido ao povo da freguesia durante as festas populares de Nossa Senhora da Encarnação, em dezembro. É neste contexto de dinamização popular e de extraordinária riqueza cultural, que o Espinheiro herdou da roda do tempo, que nos apercebemos da personalidade e da identidade da aldeia, na sua relação com o meio e no orgulho das suas gentes nas suas valiosas tradições.

 

Freguesia de Serra de Santo António

Freguesia de Serra de Santo António


População: 725 Habitantes

 

Área: 14 km2

 

Atividade Económica: Indústria de lacticínios e de malhas, pequeno comércio, agricultura e pecuária. Atualmente, a economia da freguesia baseia-se na criação de gado bovino, na olivicultura, na produção de figos e forragens e na indústria têxtil (confeção de malhas).
Das atividades artesanais tradicionais na freguesia, destaca-se o fabrico de queijo, de mantas de retalhos e tapetes, que merecem cada vez mais interesse por parte da população.

 

Festas, Feiras e Romarias: Feira mensal no dia 15; Festa de Santo António no dia 12 de junho; S. Sebastião, no domingo Gordo; e Nossa Senhora da Conceição, no dia 15 de agosto.

 

Património Cultural e Edificado: Igreja Matriz e Escola dos Frades ou Seminário. Paisagem da Serra, casinas, marouços, campos de lapiaz, abrigos de pastores, moinhos de vento, parque de merendas e miradouro. A antiga capela que existia na Serra de Santo António foi demolida, tendo sido erguida, em 1907, a atual Igreja.

 

Gastronomia: Cachola, Tripas de borrego, Bacalhau à Lagareiro e queijos da serra.

 

Artesanato: Mantas de retalho, tapetes de trapo e queijo artesanal.

 

Coletividades: Grupo Recreativo “Os Unidos da Serra”, “Os Cov’altas” – Associação Cultural e Ambiental e Grupo Motard “Pedras Rolantes”.

 

Histórico:
A freguesia da Serra António destaca-se, claramente, pelas particularidades da sua paisagem. Situada num planalto que o homem compartimentou com muros de pedra solta, consequência da atividade de despedrega, indispensável à tentativa de conseguir solos aráveis, e que lhe dão, atualmente, um especto tão característico.

 

A grande riqueza geomorfológica da Serra de Santo António incluiu as “pias”, como são designados localmente os reservatórios de águas pluviais, resultantes da progressiva dissolução do calcário, de que o “barreiro” é um excelente exemplo, dada a sua dimensão, muito superior às que geralmente se encontram no Maciço Calcário Estremenho. Por oposição a esta riqueza geológica, está a extrema escassez de vegetação da Serra, apenas com algumas oliveiras e espécies rasteiras.

 

As origens do povoamento nesta área são antiquíssimas, como atestam os achados da estação paleolítica do Casal do Estácio. Situado à entrada da povoação de Santo António, nos contrafortes da Serra, junto ás ruínas de uma casa que a população local atribui aos “mouros”, aqui foram encontrados, na década de 40, peças em sílex que os estudiosos que se dedicaram ao seu estudo designam, com algum cuidado, devido ao estado de conservação e ao reduzido número dos materiais encontrados, do taiacense e mustieróide. A esta origem tão antiga da presença do homem na Serra não é estranha a existência de numerosas grutas e abrigos naturais.


Quanto à documentação escrita, a mais antiga referência conhecida sobre esta freguesia da Serra de Santo António, é o documento que refere que em 1560 habitavam a Pia Carneira Lopo João e a sua mulher Águeda Maria, que aí mandaram construir uma capela em honra do Divino Mártir S. Sebastião, para agradecerem o refúgio ali encontrado quando andavam fugidos à justiça régia. A designação de Serra de Santo António não surge senão muito recentemente.
 
Anteriormente, o local era designado por Penedos Altos; a Corografia Portuguesa do Pe. António Carvalho da Costa designa-o como Santo António dos Casaes da Serra. A atual designação surge, pela primeira vez, na resposta do pároco de Minde aos Inquéritos de 1758, que refere o lugar, a sua ermida e uma população de cerca de 295 pessoas e 73 fogos.
 
No ano de 1903, a Serra de Santo António contava já com 600 habitantes e 150 fogos. A freguesia foi criada a 26 de Abril de 1918, por desanexação da freguesia de Minde. Quatro anos mais tarde, a 19 de Agosto de 1922, foi criada a paróquia de Serra de Santo António.

 

Freguesia de Monsanto

Sítio Oficial da Junta de Freguesia: www.jfmonsanto.com.sapo.pt

 

Freguesia de Monsanto

 

População: 886 Habitantes

 

Área: 17,3 Km2

 

Atividade Económica: O azeite e o figo são produções agrícolas com algum peso económico. No entanto, a indústria de curtumes está muito implantada na freguesia que, em 1970, contava com uma dezena de unidades. Conta também com uma indústria de vassouras e de velas, pequeno comércio e agricultura.

 

Festas, Feiras e Romarias: Realizam-se nesta freguesia as festas em honra de S. Sebastião. No coração do Covão do Feto, a tradicional festa da Espiga, junto à antiga Fonte do Pião. Festa do Divino Espírito Santo e Mártir S. Sebastião sempre no último fim-de-semana de julho. Existe também um Mercado Semanal que se realiza aos sábados.

 

Património Cultural e Edificado: Igreja Paroquial do Espírito Santo, Capela de Nossa Senhora dos Remédios, em Covão do Feto, Torre do Relógio, Edifício da Casa do Povo, Fonte do Pião, Fonte d’Além e Largo Arbirú.

Gastronomia: Broa caseira, Magusto, Cachola de Porco, Chouriço Caseiro, Coscorões, Arroz doce e Bolos de Noiva.

 

Artesanato: Vassouras e piaçabas em palmas e velas.

 

Coletividades: Grupo Desportivo e Recreativo de Monsanto, Centro Cultural e Recreativo do Covão do Feto, Clube Amador de Caça e Pesca de Monsanto, Casa do Povo de Monsanto e Espeleo Clube Lisboa, Estremadura e Ribatejo, Centro de Acolhimento “A Casinha”, Associação “A Torre”.

 

Histórico:
Conta-se em Monsanto uma curiosa lenda que explica a origem do nome desta freguesia. Diz-se, então, assim: «Numa antiga capela situada no cimo de um cabeço onde existia uma corda comprida, presa ao sino, que era usada para dar o alarme aos habitantes em caso de perigo. Certo dia, um burro que por ali pastava puxou a corda, fazendo tocar o sino, acorrendo de imediato a população para saber o que tinha acontecido. Quando chegaram ao local, viram que tinha sido o burro quem puxara a corda, e viram ladrões a correr, logo começaram a chamar ao animal «burro santo» e ao local «monte santo». Daí a Monsanto foi um passo».  

 

A freguesia já pertenceu ao antigo Concelho de Torres Novas e passou, tendo passado para o de Alcanena em 1914. Contudo, esta é uma terra medieval, uma vez que a sua confraria foi instituída em 1353. Toda a região pertenceu à Casa Ducal de Aveiro, que, em consequência da sentença de 1759, aquando da tentativa de assassinato de D. José, viu todos os seus bens confiscados.

 

Cândido Cardoso Calado, filho da freguesia, veio a ser Conde, “O Conde de Monsanto”, que muito contribuiu para a sua terra natal. Em 1872 recebeu a Ordem de Cristo, a Ordem de Isabel, a Católica, do rei de Espanha, e D. Luís I concedeu-lhe o título de Conde de Monsanto.

 

Freguesia de Moitas Venda

Sítio Oficial da Junta de Freguesia: www.junta.moitasvenda.pt

 

 

Freguesia de Moitas Venda

 

População: 866 Habitantes

 

Área: 7,1 Km2

 

Atividade Económica: Além da sua componente agrícola (oliveira e figueira), a economia da freguesia conta já com algumas indústrias: curtumes, têxteis e oleados e pequeno comércio.

 

Festas, Feiras e Romarias: Destaca-se a Feira Anual em Moitas Venda, com mais de meio século. Nossa Senhora da Conceição (2.º domingo de agosto); Quinta-Feira de Ascensão e Romaria de Santa Marta; Feira anual (2.º domingo de janeiro)

Património Cultural e Edificado: Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima, Capela de Santa Marta, Capela de Nossa Senhora da Conceição, Capela de Nossa Senhora da Guia (Casais Robustos) e Monte de Santa Marta (miradouro natural).

Gastronomia: Morcela, Bacalhau e Filhós.

 

Artesanato: Também o artesanato é marcado pela indústria de peles: atualmente, são produzidos artesanalmente artigos vários em pele e marroquinaria.

 

Coletividades: No capítulo do associativismo, Moitas Venda conta com a União Recreativa e Desportiva de Moitas Venda, o Rancho Folclórico e Etnográfico de Santa Marta e o Centro Sócio-Cultural de Casais Robustos e a Associação Cultural e Recreativa de Moitas Venda - MAC.

 

Histórico:
A Freguesia de Moitas Venda, criada a 11 de Abril de 1925, está situada entre as Serras de Aire e Candeeiros, onde se encontra o Cabeço de Santa Marta. A freguesia engloba o lugar de Casais Robustos.

 

O Cabeço de Santa Marta, a norte do Concelho de Alcanena é dos mais belos miradouros do Ribatejo. Do alto de Santa Marta, Moitas Venda oferece um magnífico panorama. Estendem-se os olhos na paisagem e adivinha-se o Tejo num horizonte de encanto. Moitas Venda é, pois, uma terra privilegiada.

 

A última década do século XX parece ter sido positiva para a freguesia de Moitas Venda no que diz respeito à evolução demográfica, já que, segundo as estimativas dos autarcas, o número de moradores terá aumentado para cerca de 1500. Dado importante para completar esta análise é o que refere o surto migratório de parte da sua população, dirigido para terras da Europa e Canadá. Recentemente, este surto terá abrandado ou quase desaparecido, coincidindo, portanto, com o aumento demográfico da década de 90. Por último, acrescente-se que se verifica já o regresso de alguns desses emigrantes, sendo portadores de novas energias e poder económico, pelo que se dispõem a investir nas tradicionais indústrias de curtumes e construção civil.

 

Inserida num concelho produtor da maior parte dos curtumes de todo o País, Moitas Venda não poderia fugir ao seu destino, sendo a indústria de curtumes a atividade dominante e a que ocupa a maior parte da mão-de-obra da freguesia. Mas esta indústria não está sozinha. A ela se juntam outras unidades de outros sectores, como o fabrico de oleados encerados, os têxteis e a produção de mármores. Apesar deste dinamismo industrial, a freguesia não tem visto tantos investimentos, à parte aqueles que têm vindo das mãos de emigrantes regressados, apontando os autarcas como causa para este marasmo do investimento a falta de infraestruturas atrativas para a instalação de novas unidades industriais.

 

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