Museu Municipal de Alcanena

Localização:
Rua A, 2380-011 Alcanena
Contactos:
+351 249 101 442
Instalado no edifício destinado a Museu do Curtume, o Museu Municipal de Alcanena foi inaugurado a 4 de outubro de 2024 e tem como principal objetivo a salvaguarda dos testemunhos materiais e imateriais do Ser Humano na área do concelho de Alcanena, numa perspetiva regional, comprometendo-se igualmente a contribuir para a reflexão do presente e preparação do futuro do território. Guarda em si uma história plural e singular do território, com 45 mil anos: um saber-fazer muito particular, assente nas dinâmicas de um território de transição em constante dialética. A fronteira que divide e une Portugal é aqui.
A exposição de longa duração estrutura-se em três coleções distintas:
- Arqueologia, com achados do território, desde o Paleolítico (45 mil anos atrás) até à Idade Moderna;
- Curtumes, única no país, pela sua especificidade técnica, científica e industrial;
- História Local, de caráter etnográfico, que contempla peças diversas, desde os carris da “Rata Cega”, comboio existente em Alcanena nos finais do século XIX, a utensílios de fiação provenientes da vila de Minde.
Horário:
De quarta a domingo
10h às 13h e das 14h às 18h de abril a setembro (inclusive)
9h às 12h30 e das 14h às 17h30 de outubro a março (inclusive)
Entrada Gratuita
Visitas orientadas para grupos estão dependentes de marcação prévia, com uma antecedência mínima de 8 dias
Museu de Aguarela Roque Gameiro

Localização:
Rua A, 2380-011 Alcanena
Contactos:
+351 249 101 442
A criação de um museu dedicado à obra de Alfredo Roque Gameiro surgiu por iniciativa de familiares e conterrâneos admiradores da obra do grande Mestre da aguarela portuguesa.
Abriu pela primeira vez ao público em novembro de 1970 e ficou instalado provisoriamente numa parte da moradia que tinha servido de residência aos seus pais. Para o efeito, foi adaptada pelo arquitecto Martins Barata, mantendo-se esta solução provisória até 1980.
Dos esforços conjuntos do Município de Alcanena e do Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro foi possível a aquisição da “Casa dos Açores” por parte da Câmara Municipal, em 2001, para aí ser instalado o Museu de Aguarela Roque Gameiro, inaugurado a 29 de Julho de 2009, pelo Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama.
Esta casa é um exemplar notável de arquitetura e jardins do início do século XX, ligada à família do pintor, que ele próprio ajudou a desenhar, provavelmente em colaboração com o seu grande amigo, Raul Lino.
As transformações introduzidas pelo Arquiteto Martins Barata dirigiram-se aos aspetos físicos imediatos de reparação das coberturas e consolidação de aspetos estruturais, assim como a supressão de algumas paredes e divisórias.
O museu é tutelado pelo Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro (CAORG), associação com oito pólos de actividades de cuja dinâmica o museu também beneficia, sendo este o seu pólo mais emblemático.
O Museu de Aguarela Roque Gameiro integra a Rede Nacional de Museus, desde 2019, sendo que atualmente, apresenta o seu programa museológico, numa lógica de rotatividade das obras em exposição permanente, oferecendo ciclos expositivos temporários. Compreende ainda um espaço dedicado à prática do desenho e da aguarela, assim como um centro de documentação.
O Artista
Alfredo Roque Gameiro nasceu em Minde, a 4 de Abril de 1864, e faleceu em Lisboa, a 5 de Agosto de 1935. Era filho de Ana de Jesus e Silva e de Manuel Rey Roque Gameiro (Migança).
Iniciou a sua carreira artística como desenhador-litógrafo, nas oficinas do seu irmão Justino Guedes Roque Gameiro, onde produziu uma vasta obra como ilustrador de livros, revistas e jornais, mas foi sobretudo como pintor aguarelista que se notabilizou. A sua técnica atingiu um grande perfecionismo, o que lhe permitiu obter muitos prémios nacionais e internacionais.
Em 1884, Alfredo Roque Gameiro partiu para a Alemanha, onde se dedicou ao estudo e aprendizagem de novas técnicas, tendo regressado imbuído do seu amor às coisas portuguesas genuínas e, segundo ele próprio dizia: “reforçou em mim o furor trazido lá de fora para conhecer melhor a minha terra que, estudante na Alemanha, aprendera a amar”.
O artista era um homem apaixonado pela Natureza, de temperamento saudável, que vivia em constante admiração das maravilhas e mistérios que nos rodeiam; nunca se adaptou à vida na cidade e, por isso, em 1898, fixou residência na Amadora.
A sua figura é muito marcada pela suas origens, formação e convicções, cujo fundo tradicionalista se mostra no lema “Honra teus avós”, que tinha afixado na casa da Amadora, mais tarde na porta do seu ateliê em Campolide e, hoje, à entrada do Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro, em Minde.
Horário de Funcionamento
Inverno: terça-feira a domingo - 10:00h – 16:00h
Verão: terça-feira a domingo, 10:00h – 18:00h
Encerrado: segundas-feiras e feriados; encerrado também às terças-feiras, no período de 7 de julho a 15 de setembro.
Entrada: 3,00€
Entradas gratuitas para crianças até aos 10 anos (quando acompanhadas por adultos), grupos de alunos acompanhados pelos respetivos professores.
No dia 18 de maio a entrada é gratuita para o público em geral
Atividades temporárias: Exposições temporárias, concertos comentados e outras atividades
Centro de Documentação | Especialmente vocacionado para estudantes, professores e investigadores, mediante marcação prévia.
Visitas
Todas as visitas (grupos até 10 pessoas) são orientadas (de hora a hora, com início às 10:00h).
Visitas de Grupos, mediante marcação prévia.
As vistas de grupos de alunos de escolas terão lugar à quarta-feira à tarde e à quinta-feira de manhã
Loja | Aberta no horário de funcionamento do Museu

